Galinha caipira adota 94 pintinhos em sítio de Mandaguaçu

Foto: Laudicéia Ramires

Foto: Laudicéia Ramires

No sítio da produtora rural Laudicéia Ramires, cada integrante da família tem uma atividade e responsabilidade diferente. Tem quem cuida da plantação, da horta e da casa. A divisão de tarefas é tão presente, que sobra responsabilidade até para os animais do sítio localizado na área rural de Mandaguaçu, no norte do Paraná. Um exemplo é de uma galinha caipira que adotou 94 pintinhos chocados no início de outubro. São tantos animais que a ave chega a desaparecer quando todos os filhotes estão reunidos.

Segundo Laudicéia, como o número de pintinhos é grande, a própria ave não sabe quais foram os que ela chocou. “Depois dos ovos chocarem, o meu sogro escolhe a galinha do quintal para cuidar da criação. Para os pintinhos se acostumarem com a nova ‘mãe’, ele só coloca a ração ao redor dessa galinha. Com isso, os pintinhos se acostumam e começam a segui-la”, detalha Laudiceia. “Sem querer, ela adotou todos eles”, acrescenta.

A criação poderia ser ainda maior. Foram chocados 108 ovos, mas 14 animais morreram depois de um dia de frio. E mesmo com tantos filhotinhos, a galinha não se esquece de nenhum deles. “É até engraçado de ver essa relação. Os pintinhos vão para todos os lugares atrás dela, se alimentam se ela comer a ração. No fim da tarde, quando recolhemos todos os animais, eles [pintinhos] só entram no galinheiro depois dela [galinha]. É uma relação entre mãe e filhos mesmo”, diverte-se a produtora rural.

A escolha de apenas uma ave para cuidar de todos os filhotes é realizada há cinco anos no sítio de Laudicéia. Os olhos atentos do sogro dela definem qual ave ficará responsável pelos pintinhos. Conforme a produtora rural, essa decisão leva em conta o conhecimento e a confiança entre donos e animais.  “Escolhemos a galinha que achamos que é a mais cuidadosa entre as que temos. O meu sogro sabe qual briga mais, qual come mais e aquela que está preocupada com a ordem. É uma coisa meio maluca. Digamos que é um pouco instinto e observação. Não sei como, mas deu certo em todas às vezes”, diz Laudicéia.

Depois de atingirem a fase adulta, algumas aves ficam no sítio da família Ramires, e outras são doadas para parentes e amigos. “Nós temos muitos animais e não conseguimos criar todos eles, não temos espaço e dinheiro. Por isso, distribuímos”, conta a produtora.

globo.com

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