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Direção do Hospital São Lourenço distribui carta a população de Mandaguaçu

A direção do Hospital e Maternidade São Lourenço, está distribuindo uma carta aberta a população de Mandaguaçu. A carta assinada pelos diretores do hospital, Antonio Lara Diniz e José Antônio Gargantini, tem como objetivo informar e esclarecer a população sobre o atendimento prestado aos usuários do SUS através do São Lourenço. De acordo com a carta, mais de 90% dos atendimentos realizados pelo hospital são pelo SUS.

Na carta, a direção do hospital informa que em 2013, foram realizadas 1.486 cirurgias pelo SUS em pacientes de Mandaguaçu e região. É informado que o Hospital São Lourenço, mantém convênio com a Prefeitura Municipal para atendimentos nos finais de semanas (de sábado as 7h até as 7h de segunda-feira), mais os feriados recebendo por este atendimento R$ 25 mil/mês em média anual.

Ainda na publicação, os diretores do hospital, relatam de que de segunda as sextas-feiras realizam plantões de 24 horas/dia sem receberem absolutamente nada. Assim, dos sete dias da semana, recebem apenas dois e cinco dias trabalham de graça, com atendimento médico e todas as despesas de funcionários, encargos, medicamentos e alimentos por conta do hospital. Na carta, os diretores relatam que os valores que o SUS paga pelos atendimentos são muito baixos e não cobrem as despesas.

Segundo os diretores “não queremos fechar o Hospital. Estamos sendo obrigados pelo prejuízo mensal e dificuldade em cumprir as leis e exigências solicitadas”.

Na carta aberta a população, os diretores destacam “quem tiver interesse em manter o hospital aberto, seja autoridades municipais, estaduais, federais, privadas, religiosas, população e outras, estamos prontos a conversar, acatar sugestões e encontrarmos soluções, caso  contrário, se nada acontecer, o hospital será definitivamente fechado à partir de 01-05-2014, conforme ofício protocolado na secretaria municipal de saúde de Mandaguaçu em 30-01-2014.”

Clique e leia a carta completa.

Clique e leia a carta completa.

A carta está sendo distribuída a população de Mandaguaçu.

Gargantini envia pedido para hospital deixar de atender pelo SUS

MANDAGUAÇUEm menos de 90 dias, o único hospital de Mandaguaçu, não realizará mais atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O pedido de descredenciamento já foi enviado às autoridades competentes por um dos proprietários do Hospital São Lourenço e ex-prefeito, o médico José Antonio Gargantini.

As justificativas são de que não é possível cumprir as exigências previstas em lei e que os atendimentos pelo SUS geram prejuízos. Há duas semanas, o hospital deixou de realizar partos pelo SUS e o pedido de descredenciamento total está sendo feito, conforme o proprietário, pois não houve sinalização de apoio governamental. “Não dá mais para levar prejuízo todo final de mês. O que recebemos para fazer os atendimentos pelo SUS não paga a conta”, afirmou Gargantini. Ele também não garantiu se a partir de maio, os atendimentos particulares continuarão. “Isso ainda não decidimos.”

A decisão foi tomada pelos proprietários com base em uma cláusula de contrato com o município de que o atendimento pode ser interrompido com aviso-prévio de 90 dias. Como o assunto tem repercutido no município, o médico resolver escrever uma carta aos moradores explicando os motivos pelos quais os atendimentos serão encerrados. “Ainda nesta semana, vou distribuir na cidade 10 mil cópias para que todos estejam cientes da situação e porque eu estou tomando essa decisão”, disse.

O Hospital São Lourenço atende pacientes de 75 municípios da região e tem 48 leitos. Fundado há 61 anos, nos últimos 35 está sob o comando de Garegantini. Somente de janeiro a setembro do ano passado, foram realizados mais de mil procedimentos cirúrgicos, inclusive em pacientes de municípios maiores, como Maringá, Paranavaí e Sarandi.

O DIÁRIO

Há 3 meses, vereador requereu aumento de contrato com o Hospital São Lourenço em Mandaguaçu

MANDAGUAÇUEm outubro do ano passado, o vereador Beto Dentista (PMN), da Câmara Municipal de Mandaguaçu, enviou um requerimento ao prefeito Ismael solicitando um aditivo no contrato da prefeitura com o Hospital São Lourenço. Até ontem (22), o requerimento não teve resposta por parte do Executivo.

No requerimento que foi aprovado por unanimidade na Câmara, é destacada a possibilidade de fazer um aditivo ao contrato com o Hospital São Lourenço, para que passe a realizar atendimentos em casos especializados, tendo em vista uma grande demanda reprimida de consultas e exames, conforme relatório informado pelo Departamento de Saúde de Mandaguaçu.

No requerimento 109/13, do dia 07 de outubro de 2013, o vereador Beto Dentista justifica que “demora pelo atendimento (médico) é muito grande, o que agrava ainda mais a situação do paciente. Com esse aditivo os moradores terão uma opção de atendimento melhor e mais rápido.”

O FECHAMENTO

Desde a última segunda-feira (20) o Hospital São Loureço suspendeu a realização de partos de baixa complexidade pelo Sistema único de Saúde (SUS) por meio do programa estadual Rede Mãe Paranaense, e em maio, segundo a direção da unidade, a ameaça de encerramento total dos atendimentos pelo SUS e mesmo de encerramento das atividades é real. O anúncio foi feito por um dos proprietários do Hospital São Lourenço, o médico e ex-prefeito do município José Antônio Gargantini.

 

 

 

Possível fechamento de hospital em Mandaguaçu gera críticas; Prefeitura emite comunicado

images (1)A notícia do possível fechamento do Hospital São Lourenço em Mandaguaçu tem revoltado parte da população do município. A crítica é a falta que o hospital fará aos pacientes.
Segundo a aposentada Laura Cardoso (72), o hospital é necessário na cidade. “Quando chega na minha idade, a gente não tem mais como ficar pegando um ônibus para ir em Maringá no médico. Quando precisa a gente vai aqui.” A preocupação de alguns moradores é quanto ao atendimento hospitalar no período da noite. José Santos (67), lembra que a doença não escolhe hora. “Como vamos ficar a noite? Vai ter ambulância quando a gente precisar para levar em Maringá? O postinho não funciona 24 horas! Quem vai atender a gente?” 

Em nota divulgada hoje (20), através do Facebook, a prefeitura de Mandaguaçu informou que “o município nunca afirmou que não tem interesse em somar forças para o atendimento de qualidade.” e que “este problema do Hospital São Lourenço vem de muitos anos”. Citando uma matéria de 2006 divulgada pela Fehospar (Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Paraná) a prefeitura informa que “não é de hoje esta situação, muito menos da atual administração, pois em 2006 não éramos prefeito ainda.”

Com o possível fechamento do Hospital São Lourenço, a população cobra da prefeitura municipal uma solução para o atendimento médico. Segundo a dona de casa Eva Gomes (52), a prefeitura deve solucionar o problema. “Não podemos ficar sem atendimento. Saúde é essencial. Estamos na espera da construção do hospital municipal. Não pode ficar só na promessa!”

A assessoria de imprensa da prefeitura de Mandaguaçu informou em nota que, “o prefeito Ismael Ibraim Fouani, vai emitir um documento a população, com todos os trabalhos realizados desde 2008 na sua primeira gestão até agora. Cremos que é necessário este ato para que pessoas maldosas e sem nenhum esclarecimento venham denegrir a imagem da atual administração.”

CONFIRA O COMUNICADO NA ÍNTEGRA DIVULGADO PELO ASSESSOR DE IMPRENSA DA PREFEITURA NO PERFIL DO PREFEITO NO FACEBOOK:
comunicado

 

Hospital de Mandaguaçu corre risco de fechar no mês de maio

MANDAGUAÇUO único hospital de Mandaguaçu vai suspender na segunda-feira a realização de partos de baixa complexidade pelo Sistema único de Saúde (SUS) por meio do programa estadual Rede Mãe Paranaense, e em maio, segundo a direção da unidade, a ameaça de encerramento total dos atendimentos pelo SUS e mesmo de encerramento das atividades é real. O anúncio foi feito por um dos proprietários do Hospital São Lourenço, o médico e ex-prefeito do município José Antônio Gargantini.

Os motivos, de acordo com ele, são as dificuldades em atender as exigências previstas em lei e complicações financeiras decorrentes da baixa quantia arrecadada com os repasses feitos pelo SUS. “Com o que recebemos do governo não conseguimos bancar os gastos, sem contar a cobrança exagerada de responsabilidades”, afirma Gargantini. O pedido de descredenciamento do programa estadual foi enviado pelo proprietário às autoridades municipais competentes na quinta-feira.

Em média, conforme a direção do hospital são realizados de dez a 12 partos por mês – os de alta complexidade já são feitos na Santa Casa de Maringá. Agora, as gestantes de baixo risco também precisarão ser encaminhadas para outros hospitais de referência na região.

Conforme a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde, a procura por outro local para entendimento das gestantes é uma tarefa que cabe ao município. Com relação ao fechamento do Hospital para o atendimento pelo SUS em maio, a posição oficial, da secretaria é de que não recebeu nenhum documento informando da decisão, e que por isso não comentaria a situação.

O estopim para a decisão dos proprietários do hospital se deu por conta de uma exigência do governo do Estado de manter um pediatra 24 horas no loca. “Tenho três pediatras que atendem: dois de Maringá e um daqui. Nenhum deles quer trabalhar nestes termos por conta do valor ridículo que recebem. Então, se tem uma lei que sou obrigado a cumprir, o que vou fazer? Não é porque não quero mais atender. Não tem o profissional que vem atender pelo valor que pagam”, explica. “Não vou jogar tudo o que conquistei na lama porque estou descumprindo lei. Se uma criança morre em um parto aqui, eu estou morto”, justifica Gargantini.

Segundo ele, existe uma série de exigências a serem cumpridas – entre as quais um pedido do Corpo de Bombeiros de instalação de um hidrante que custaria cerca de R$ 200 mil. “O problema esta aí e estamos procurando alternativas. Dá a impressão de que é uma incompetência administrativa, mas o fechamento da maternidade está acontecendo por falta de custeio”, esclarece o ex-prefeito. O proprietário revela que há 10 anos o hospital vem enfrentando prejuízos, e em função disso o fechamento total é uma possibilidade.

POSIÇÃO DO MUNICÍPIO

A diretora do Departamento de Saúde de Mandaguaçu, Karine Moreira Lara Vendrametto, admite que a não realização de partos no município vai complicar a situação, mas garante que as gestantes não ficarão desassistidas”. “Nós já estamos fazendo contatos e os partos deverão ser encaminhados para Maringá ou em hospitais da região possam atender”, afirma.  O prefeito de Mandaguaçu, Ismael Ibraim Fouani (PTB), trata o cancelamento dos partos pelo SUS como uma grande perda para a cidade.

O DIÁRIO